terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lembranças

No último fim de semana lembrei muito de meus famíliares que já se foram: meus avòs maternos, minhas tias Armindas e Clarice, e do meu pai. E recordei de lugares que passei minha infância: a fazenda Guariroba dos meus avós em Araxa e a fazenda Cachoeira em santo Antonio do Amparo, minha casa em Varginha... tantos lugares, tantas pessoas, quantas boas recordações.
Tudo começou quando cheguei em Cunha e fui visitar a capelinha do hotel fazenda e me deparei com este quadro de Sâo José e do menino Jesus.

O mesmo quadro que ficava decorando o quarto da casa de minhas tias Armindas e Clarice onde ficávamos hospedados com meu pai. Era lá naquele quarto que dormíamos juntos eu e minha irma gemea numa cama de casal e meu pai numa de solteiro.Isso, quando a mamãe não estava junto. E ele roncava tanto que a gente ficava com medo e o acordava. Não tenho como não olhar para esse quadro e lembrar de minhas tias Arminda e Clarice.
Sainda da capelinha pensando nelas, avistei um bando de galinhas da angola, naquele barulhinho característicos delas. Novamente voltei ao tempo, agora na fazenda Guariroba. Parece que eu estava naquele bequinho que dava para o pomar atras do monjolo.
Lá na fazenda Guariroba, tinha muitas galinhas da angola como essas, barulhentas e ariscas. Tinha também outras coisas que eu adorava.


Um monjolo , igual a esse do presepio , só que de verdade.


E pés de frutas: pessego, figo, bouguenvilhas. E o que eu mais gostava: porquinos, numa pocilga enorme que meu avô tinha. Sem contar no curral que vovô tirava leite ao pé da vaca de manha para nós. Eu detestava o leite, mas adorava vê-lo ordenhar as vacas. Era tão forte, tão viril, um avô querido.
Mais tarde fomos visitar uma cerâmica em cunha e fiquei encantada com o artesanato. Mas o que me chamou atençao foi o vaso de dinheiro em penca. Exatemente como o que minha tia Arminda plantava em sua estufa.

Eu adorava ver aqueles vasinhos de suculentas e as outras milhares de violetas.
Voltando da ceramica quase atropelamos um bando de gansos, bravos e arredios.



Na fazenda Cachoeira, quando passávamos férias por lá, ficava impressionada com minha prima Miriam alimentando os gansos. Ela não tinha nenhum medo daqueles pássaros gritando. E eu lá apavorada. Gansos numa estrada,só que agora não era na Cachoeira mas num hotel fazenda.
Para finalizar quando voltavamos para o Rio cruzamos com um Veraneio. A do papai não era azul como aquela. Era marrom e nela transitávamos entre Santo Antonio e Varginha, seis crianças de idades diversas, e a Tonha.
Nostalgia? Saudades? Não sei o nome, só sei que sou uma sortuda pois tenho ótimas lembranças de pessoas e de lugares.

3 comentários:

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Eu tb guardo saudades dos lugares que fui feliz, que tive bons sentimentos.

Que bonita essa fazenda, né

Vim aqui te desejar um feliz 2011 e te agradecer pela amizade e bom sentimento do ano de 2010! Que vc tenha um novo ano especial em sua vida, repleto de coisas boas, que seja um grande ano!
Muito obrigado por tudo!

Andrea disse...

Marilia ,que lindo !!! adorei tudo que escreveu ,vc escreve super bem porque o faz com o coração !! eu quase tive um treco qdo vi o quadro de São José ,é lindo demais !!!Será que o da tia Arminda esta com quem ??? vc sabe qeu sou devota dele por causa dessa estampa , lembra das tias rezando lá no quarto com a gente ??
Eu fecho os olhos e me vejo naquela cama com vc e com o são Jose nos protegendo ;;
beijos

Mônica disse...

Marilia
Eu li este blog com o Homero lá em Florianopolis. Os olhinhos dele brilharam.
E como voce tem a habilidade de fazer a gente sentir o que escreve eu voltei também aqueles tempos.
Belos tempos!
Mas o de agora também são belos!
com amor Monica